Antibiótico Idosos Uso racional

Uso de antibióticos e outros fármacos em idosos

22 de Setembro, 2015

Nas últimas décadas, a população idosa mundial vem crescendo rapidamente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em 2025, haverá mais de 1,2 bilhão de pessoas acima de 60 anos. No Brasil, 12,9% da população será de senhoras e senhores, em 20201.

Envelhecer é parte do ciclo da vida e provoca mudanças nos campos biológico, mental, social e econômico que, muitas vezes, podem deixar as pessoas mais suscetíveis a doenças2.

É uma fase em que há maior prevalência de enfermidades crônicas ou agudas. No sistema público de saúde,14% dos custos são referentes a medicamentos, sendo que um quarto deles é prescrito para a população idosa. E como boa parcela dela sofre de diversos problemas ao mesmo tempo, é comum a polifarmácia, o uso de vários remédios simultaneamente3.

O problema é que, conforme se envelhece, a absorção, a distribuição, o metabolismo e a eliminação dos medicamentos no organismo mudam, influenciando na resposta que os idosos têm aos fármacos3.

Os antibióticos, por exemplo, são muito prescritos nessa faixa etária. Mas devido à administração concomitante com outros medicamentos e as alterações de funcionamento de rins e fígado, próprias da idade, podem causar efeitos adversos e interações. Por isso, seu uso precisa ser cuidadoso e monitorado4,5.

Para a escolha da melhor terapia antibacteriana, bem como sua posologia, o médico deve levar em consideração a função renal e a massa muscular, que são menores na terceira idade6. As doenças associadas também entram na análise3.

Todo esse cuidado não é à toa. O uso inapropriado do antibiótico pode resultar em consequências graves aos mais velhos1. É preciso seguir a prescrição corretamente e, surgindo algum efeito desagradável, o médico deve ser consultado.

Antibiótico é coisa séria. Respeite sua receita.

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    1. CAZARIM, MS. et al. O paciente idoso sob o aspecto da utilização de antimicrobianos: repercussão ao sistema público de saúde brasileiro (SUS). Ver. Ciênc. Farm. Básica Apl, 32(3):305-311, 2011. Disponível em: <http://serv-bib.fcfar.unesp.br/seer/index.php/Cien_Farm/article/viewFile/1414/1172>. Acesso em: 21 ago. 2015.
     
    2. TRAJANO, HBP. et al. Uso de Antibióticos em Idosos Hospitalizados com Infecção do Trato Urinário. Revista do Hospital Universitário Pedro Ernesto, UERJ, 2008. Disponível em: <http://www.e-publicacoes.uerj.br/ojs/index.php/revistahupe/article/view/9288/7194>. Acesso em: 21 ago. 2015.
     
    3. BRASIL. SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS). Uso de medicamentos pelo idoso. In: Centro de Informações sobre Medicamentos, Nº 01 Ano I - Fevereiro/Março, 2003. Disponível em: <http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/arquivos/assistenciafarma
    ceutica/cim-informa0101.pdf>. Acesso em: 21 ago. 2015.
     
    4. MENDONÇA,  AE. et al. Estudo das prescrições de antimicrobianos para pacientes idosos hospitalizados sob a perspectiva do uso racional de medicamentos.  Disponível em: <http://www.ufjf.br/pgsaudecoletiva/files/2009/11/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Sa%C3%BAde-Coletiva-turma-2007-Alessandra.pdf>. Acesso em: 21 ago. 2015.
     
    5. OLIVEIRA, HC. et al. Guia prático das interações medicamentosas dos principais antibióticos e antifúngicos utilizados no hospital universitário Júlio Muller. Disponível em: <http://www.ufmt.br/ufmt/site/userfiles/GUIA%20PR%C3%81TICO%20DAS%20INTERA%C3
    %87%C3%95ES%20MEDICAMENTOSAS%20DOS%20PRINCIPAIS%20ANTIBI%C3%93TIC
    OS%20E%20ANTIF%C3%9ANGICOS%20UTILIZADOS%20NO%20HOSPITAL%20UNIVERS
    IT%C3%81RIO%20J%C3%9ALIO%20MULLER.pdf>. Acesso em: 21 ago. 2015.
     
    6. SILVA, R. et al. Polifarmácia em geriatria. Revista da AMRIGS, 56 (2): 164-174, 2012. Disponível em: <http://www.amrigs.com.br/revista/56-02/revis.pdf>. Acesso em: 21 ago. 2015.

    Código: BR/ANB/0079/15G
     

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