Antibiótico Gravidez Saúde

O uso de antibióticos na gestação é possível e seguro

16 de Outubro, 2015

Gestantes também estão sujeitas a infecções, sendo a urinária a mais comum. Durante a gravidez, muita coisa muda no corpo da mulher. Os maiores índices de progesterona, o hormônio feminino, contribuem à contaminação pela bactéria Escherichia coli, presente no intestino e importante para a digestão, mas que, em contato com o trato urinário, podem causar a infecção1,2.

A urina da gestante, com um pH mais alcalino, é outro fator que pode favorecer a proliferação de bactérias, segundo especialistas2.

Com um tratamento adequado, o problema é sanado, evitando nascimentos prematuros e de recém-nascidos com baixo peso3.

Ao prescrever o antibiótico, o profissional analisa a sensibilidade das bactérias, o local da infecção, a farmacocinética do remédio, ou seja, a absorção, a distribuição, o metabolismo e a excreção do fármaco pelo organismo3,4, relacionando tudo isso às alterações fisiológicas que ocorrem na mulher nesse período e aos possíveis efeitos colaterais no feto ou recém-nascido. Depois, ele avalia se o benefício do antibiótico na gestante é maior do que o risco à criança3.

As categorias dos fármacos
O Food and Drug Administration (FDA) divide os fármacos em cinco categorias, com base em estudos realizados em humanos e animais, que servem como orientação à escolha do fármaco mais adequado para cada caso3:
A – Remota possibilidade de dano ao feto
B – Sem riscos de malformação fetal em estudo de reprodução animal
C – Com efeitos adversos nos fetos, como malformações, em estudos com animais
D – Forte evidência de risco fetal, porém os benefícios na gestante podem superar o risco ao feto
X – Forte evidência de risco fetal, superando qualquer benefício

Ao prescrever um antibiótico, o profissional vai considerar o potencial de risco ao feto e de sensibilidade bacteriana ao fármaco escolhido, garantindo um tratamento seguro e eficaz tanto para a gestante como para o bebê3.

Antibiótico é coisa séria. Respeite sua receita.

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    1. VARELLA, D. Cistite. Disponível em: <http://drauziovarella.com.br/mulher-2/cistite/> . Acesso em: 9 set. 2015

    2. DUARTE, G. et al. Infecção Urinária na Gravidez. Rev. bras. ginecol. Obstet, 30 (2):93-100, 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v30n2/08.pdf> . Acesso em: 9 set. 2015

    3. FIOL, FSD. et al. Terapêutica antimicrobiana durante a gestação. Rev. bras. Med, 64(3):111-119, 2007. Disponível em: <http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=3534> . Acesso em: 9 set. 2015.

    4. ANVISA. Propriedades farmacológicas dos antimicrobianos. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/cursos/atm_racional/modulo3/farmacocinetica.htm> . Acesso em: 9 set. 2015
     
    BR/ANB/0079/15m

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