Interação Medicamentosas Saúde

Interações medicamentosas podem ser úteis mas, também, perigosas

24 de Novembro, 2014

Interação medicamentosa é quando o efeito de um remédio é alterado pelo uso de bebida alcoólica, de algum alimento e pela presença de outro fármaco administrado concomitantemente1.

A prática de prescrever dois ou mais medicamentos ao mesmo tempo é bastante utilizada para melhorar a eficácia das drogas, reduzir a toxicidade ou tratar doenças coexistentes. A interação entre medicamentos pode ser útil, mas a estratégia requer muito cuidado, pois também pode desencadear reações adversas, tornar a terapia ineficaz e até colocar em risco a vida do paciente2.
 
A frequência das interações, sejam elas benéficas ou adversas, é desconhecida. Mas sabe-se que quanto mais remédios recebemos maior a probabilidade de isso ocorrer. Segundo estimativas, para quem usa de 2 a 3 medicamentos, a chance de interação é de 3% a 5%; e de 10 a 20 fármacos, o número sobe para 20%2.

A questão é bastante complexa, porque não envolve apenas a interferência de um medicamento no outro. As interações também estão relacionadas com a idade, a constituição genética, o estado de saúde e a alimentação de quem está fazendo o tratamento. A isso soma-se ainda a forma como os remédios são administrados, sua dosagem, por qual via e o intervalo2.
 
Os médicos devem ficar atentos às informações existentes sobre as interações que os remédios prescritos podem provocar e avaliar os riscos de acordo com as características de cada pessoa1.
 
Antibiótico é coisa séria. Respeite sua receita.

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    1. ROGÉRIO HOEFLER. Interações medicamentosas. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos/MS – FT. Disponível em: www.gruponitro.com.br/atendimento-a-profissionais/%23/pdfs/artigos/multidisciplinares/interacoes__medicamentosas.pdf. Acesso em: 6 out. 2014. Acesso em: 6 out. 2014.

    2. SILVIA REGINA SECOLI. Interações medicamentosas: fundamentos para a prática clínica da enfermagem. 2001. In: Rev Esc Enf USPv.35, n. 1, p. 28-34, mar. Disponível para download em: www.revistas.usp.br/reeusp/article/download/41190/44738. Acesso em: 6 out. 2014.

    BR/ANB/0053/14z

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