Antibiótico Saúde

Como funcionam os antibióticos

10 de Outubro, 2014

O poder dos antibióticos

Quando dizemos que não estamos sós, é verdade. Nosso corpo abriga uma infinidade de micro-organismos, incluindo bactérias, que vivem em paz conosco e são necessárias para algumas funções vitais. Outra tarefa delas é serem nossos soldados contra um grupo de bactérias do mal, as chamadas patogênicas, que nos causam doenças e podem, até, nos matar1.

Para ajudar nosso organismo a combatê-las, entram em campo os antibióticos1.

Ao ataque!

Os antibióticos possuem duas funções: inibir o crescimento de bactérias, os chamados bacteriostáticos; ou causar a sua morte, tarefa dos bactericidas2.

Tudo começou em 1928, quando Alexander Fleming descobriu a penicilina, ainda hoje um dos remédios mais prescritos e de baixo risco para o organismo.2,3,4.

Para que o antibiótico atue, ele precisa agir na parede da bactéria, e assim, interferir no seu metabolismo, inibindo o seu crescimento ou causando a sua destruição3.

Uma das coisas que difere um medicamento do outro é o seu mecanismo de ação. Cada antibiótico combate um ponto específico da bactéria. A penicilina, por exemplo, age na parede bacteriana, impedindo sua formação. Como a bactéria não consegue sobreviver sem essa parede, ela morre3.

Antes da descoberta dos antibióticos, havia mais mortes por doenças infecciosas. Não é à toa que são considerados um dos avanços mais importantes da medicina, sendo um dos medicamentos mais prescritos no mundo, representando de 6% a 21% do mercado farmacêutico5.

Antibiótico é coisa séria. Respeite sua receita.

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    1. DOUTORA ANA ESCOBAR. Duas dúvidas: como tomar antibióticos e não criar resistência? Quem cria resistência: a bactéria ou a pessoa? Disponível em: www.draanaescobar.com.br/duas-duvidas-como-tomar-antibioticos-e-nao-criar-resistencia-quem-cria-resistencia-a-bacteria-ou-a-pessoa/. Acesso em: 11 ago. 2014.

    2. DENISE OLIVEIRA GUIMARÃES et al. Antibióticos: importância terapêutica e perspectivas para a descoberta e desenvolvimento de novos agentes. 2010. Departamento de Ciências Farmacêuticas, Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo. Disponível em: www.scielo.br/pdf/qn/v33n3/35.pdf. Acesso em: 8 ago. 2014.

    3. CRISTIANA RAMOS DA CONCEIÇÃO MATOS. Resistência bacteriana aos antibióticos como um problema de saúde pública - o papel do farmacêutico enquanto promotor de saúde. Disponível em: recil.grupolusofona.pt/bitstream/handle/10437/3072/Matos.pdf?sequence=1. Acesso em: 8 ago. 2014.

    4. DOUTORA ANA ESCOBAR. Uma dúvida: o antibiótico que serve para uma infecção de garganta pode combater outras infecções, como urinária ou de pele? Disponível em: www.draanaescobar.com.br/uma-duvida-o-antibiotico-que-serve-para-uma-infeccao-de-garganta-pode-combater-outras-infeccoes-como-urinaria-ou-de-pele/. Acesso em: 11 ago. 2014.

    5. ROSA, J. et al. Antibióticos, bases, conceitos e fundamentos essenciais para o profissional de saúde. UNESC. Disponível em: 200.18.15.27/bitstream/handle/1/714/Jocasta%20Luisa%20Noveli%20da%20Rosa.pdf?sequence=1. Acesso em: 8 ago. 2014.

    Código: BR/ANB/0052/14a 

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