Antibiótico Bactéria Resistência

Antibiótico x resistência bacteriana

16 de Outubro, 2014

Antibiótico x resistência bacteriana. De que lado você está?

Nosso corpo abriga uma infinidade de bactérias do bem, essenciais para o funcionamento do organismo e para a defesa contra outro grupo bacteriano, chamado patogênico, que nos causa doenças e pode até nos matar1.

Quando somos atacados pelas bactérias do mal, nem sempre nossos “soldados” naturais conseguem dar conta do recado e precisamos da ajuda de antibióticos nesse combate1.

O problema é que as bactérias patogênicas não são nada “bobas”. Com o passar dos anos, e com o uso contínuo de alguns antibióticos, aprendem a se defender, tornando-se resistentes ao tratamento1,2.

Nós também temos culpa nessa história. Quando não seguimos a prescrição médica à risca, contribuímos para que as bactérias se fortaleçam. Tomar o antibiótico cada dia em uma hora diferente, esquecer-se da dose ou parar a terapia por conta própria, antes do período recomendado, diminui a quantidade do medicamento no sangue, que é necessária para combater os micro-organismos3,4,5.

Seja responsável

A resistência bacteriana é considerada um problema de saúde pública mundial2. É como se estivéssemos em guerra contra um inimigo bem inteligente. Por isso, pesquisas de novos antibióticos, que driblem as estratégias das bactérias, são realizadas constantemente, mas precisamos fazer a nossa parte, que é simples: seguir corretamente a prescrição1.

Em caso de dúvida, procure o médico novamente. Nunca interrompa o tratamento sem o conhecimento dele5.

Antibiótico é coisa séria. Respeite sua receita.
 
REFERÊNCIAS

1. DOUTORA ANA ESCOBAR. Duas dúvidas: como tomar antibióticos e não criar resistência? Quem cria resistência: a bactéria ou a pessoa? Disponível em: http://www.draanaescobar.com.br/duas-duvidas-como-tomar-antibioticos-e-nao-criar-resistencia-quem-cria-resistencia-a-bacteria-ou-a-pessoa/. Acesso em: 29 ago. 2014.

2. GUSTAVO POZZA SILVEIRA et al. Estratégias utilizadas no combate a resistência bacteriana. 2006. In: Quim. Nova, Vol. 29, No. 4, 844-855. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/qn/v29n4/30269.pdf. Acesso em: 29 ago. 2014.

3. PAOLA NICOLINI et al. Fatores relacionados à prescrição médica de antibióticos em farmácia pública da região Oeste da cidade de São Paulo. 2008. In: Ciência & Saúde Coletiva, 13(Sup):689-696. Disponível em: http://www.scielosp.org/pdf/csc/v13s0/a18v13s0.pdf. Acesso em: 29 ago. 2014.

4. DR.ª MARIA ALEXANDRA PARADA MONTEIRO. Antibióticos. Farmácia União Moitense. Disponível em: http://www.farmaciauniaomoitense.com.pt/EspacoInfoirmStatus/Antibiotico.pdf. Acesso em: 29 ago. 2014.

5. MARIA RIBEIRO et al. Comportamento da população do concelho de Vizela no consumo de antibióticos. 2009. In: Rev. Port. Sau. Pub. v.27 n.2 Lisboa jul. Disponível em: http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?pid=S0870-90252009000200006&script=sci_arttext. Acesso em: 29 ago. 2014.

BR/ANB/0053/14b

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