Antibiótico Cistite Infecção

Antibiótico para cistite: nem uma dose a mais, nem uma dose a menos

31 de Outubro, 2014

A bactéria Escherichia coli está presente no intestino e é importante para a digestão. Porém, quando migra para o sistema urinário, causa a infecção ou a inflamação da bexiga, o que é chamado de cistite1.

Além da Escherichia coli, outros micro-organismos podem provocar o problema, dentre eles Staphylococcus saprophyticus e Enterococcus2.

Embora homens, mulheres e crianças estejam sujeitos à doença, ela é mais prevalente no sexo feminino, porque as características anatômicas favorecem sua incidência: a uretra da mulher é mais curta e está mais próxima do ânus1.

Os sintomas da cistite são: vontade frequente de urinar, mas com escasso volume de urina, ardor, nas costas e no baixo ventre, febre e sangue na urina1.

O diagnóstico é feito pela história clínica, sintomas e análise de exames de urina para identificar o micro-organismo que está causando o problema1.

Tratamento seguido à risca

Para tratar a cistite são utilizados antibióticos e, apenas o médico pode escolher o medicamento mais indicado para o tratamento, de acordo com o micro-organismo encontrado e sua baixa resistência ao medicamento de escolha3.

Em algumas mulheres, a cistite reaparece com frequência e, às vezes, mais grave. É preciso fazer o tratamento corretamente, tomando o antibiótico por todo o período recomendado, mesmo que os sintomas desapareçam já nas primeiras doses. Assim, aumentam-se as chances de cura do problema e evita-se que a bactéria causadora da infecção se torne resistente ao medicamento prescrito1,2.

Antibiótico é coisa séria. Respeite sua receita.
 

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    1. DOUTOR DRAUZIO VARELLA. Doenças e sintomas: cistite. Disponível em: http://drauziovarella.com.br/mulher-2/cistite/. Acesso em: 20 ago. 2014.

    2. CLÁUDIA AMORIM VAZ. Análise da prescrição médica associada ao diagnóstico de cistite no contexto da Medicina Geral e Familiar. 2012. In: Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – Universidade do Porto. Disponível em: http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/66215/2/1265.pdf. Acesso em: 20 ago. 2014.

    3. ALEXANDRA SILVA et al. Bactérias uropatogénicas identificadas de cistites não complicadas de mulheres na comunidade. 2008. In: Acta Urológica, 25; 3: 9-14. Disponível em: http://www.apurologia.pt/acta/3-2008/cistit-n-complic.pdf. Acesso em: 20 ago. 2014.

    BR/ANB/0052/14d

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