Antibiótico Bactéria Faringite

Antibiótico é tiro e queda contra a faringite bacteriana

26 de Agosto, 2015

Antibiótico é tiro e queda contra a faringite bacteriana

Dor de garganta (faringite), é um incômodo comum e na maioria das vezes, é provocada por vírus1. Porém, entre 20% e 30% dos casos em crianças e de 5% até 15%  nos adultos é causada pela bactéria estreptococo A e pode evoluir para problemas mais graves, comprometendo os rins e as válvulas do coração2.

Os sintomas surgem repentinamente, representados por dor de garganta, febre alta, calafrios, dores musculares e de cabeça. Náusea, vômito e dor abdominal também podem aparecer em crianças pequenas. Há casos, ainda, em que surge uma vermelhidão na pele, mais intensa nas dobras, e com descamação no período de recuperação, ao que se dá o nome de escarlatina2.

Diagnóstico
Para diferenciar a faringite de origem bacteriana da viral, o médico leva em consideração o quadro de sinais e sintomas. Tosse, coriza e conjuntivite associadas à dor de garganta indicam se tratar de vírus. Febre acima de 38ºC, presença de gânglios aumentados e doloridos no pescoço, amídalas com volume maior ou com uma camada esbranquiçada sobre sua superfície apontam causa bacteriana2.
O diagnóstico é confirmado por exame laboratorial, a partir de uma amostra de secreção colhida das amídalas2.

Desde 1950, estudos demonstram que para a faringite bacteriana o antibiótico: reduz o risco de febre reumática, responsável pelo comprometimento das válvulas do coração, diminui a formação de abscessos com pus nas amídalas e faringe, dificulta o surgimento de otites, reduz o tempo de duração dos sintomas e elimina a bactéria2.

Se não tratada, em 80% dos casos, a faringite persiste por até seis semanas, podendo levar a consequências mais graves2. Por isso, não arrisque. Ao surgirem os sintomas, procure logo o médico e siga corretamente a sua prescrição.

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    1. MATOS, FS. Uso de Antibióticos na Faringoamigdalite Estreptocócica. Gaz. méd. Bahia, 77(1):S23-S27, 2007.
     
    2. VARELLA, D. Sintomas e tratamento da faringite por estreptococo. In: DR. DRAUZIO. Disponível em: <http://drauziovarella.com.br/crianca-2/faringite-por-estreptococo/>. Acesso em: 7 ago. 2015.

    BR/ANB/0079/15b – AGO/15
     

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