Álcool Antibiótico Interação

Antibiótico e álcool: um coquetel indigesto

6 de Novembro, 2014

Muito se fala sobre os riscos de bebidas alcoólicas durante o tratamento médico. Agora, um estudo científico, publicado no jornal Molecular Pharmaceutics, comprovou que a mistura é mesmo indigesta e mais perigosa do que se imaginava1.

O autor da pesquisa, Christel Berstrom, descobriu que o álcool pode alterar a interação de enzimas e de outras substâncias do organismo, quando ingerido concomitantemente com uma série de medicamentos vendidos com ou sem receita médica, interferindo em sua potencialidade. Um dos efeitos da bebida é dissolver resíduos do remédio no nosso corpo, o que pode aumentar em até três vezes a sua dosagem original1.

Dentre os remédios que fizeram parte do estudo estão os antibióticos. Aqui, o resultado também não é nada agradável. A sua associação com o álcool pode provocar vômito, palpitação, dor de cabeça, queda da pressão arterial, dificuldade para respirar e até levar à morte1.

Não custa lembrar, também, que a maioria dos antibióticos é metabolizada no fígado, assim como o álcool. Portanto, ao ingerir esse “coquetel”, o fígado precisa trabalhar muito mais, o que pode causar alterações nos níveis do medicamento na corrente sanguínea e com isso não obtemos o efeito desejado2.

Outros problemas graves são quando a bebida é consumida em grande quantidade num curto espaço de tempo, dessa forma, o metabolismo de drogas tende a ser inibido e o efeito do medicamento é aumentado; ou quando a bebida é consumida com frequência, dessa forma podemos acelerar o metabolisco da droga (por indução do metabolismo hepático) o que reduz o seu efeito3.
 
Portanto, para um tratamento adequado, não misture antibiótico e álcool. O resultado é exatamente o inverso: você pode diminuir a eficácia do remédio e aumentar o efeito da bebida4.
 
Antibiótico é coisa séria. Respeite sua receita.

Deixe um comentário

Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar.

Deixe um comentário

Post anterior

A importância do acompanhamento médico

Próximo Post

Você tira férias, mas a sua saúde não