Antibiótico Gravidez

A segurança do uso de antibióticos na gravidez

3 de Novembro, 2014

Como toda pessoa, as gestantes também estão sujeitas a infecções, por exemplo, das vias aéreas superiores e urinárias, sendo estas últimas as mais comuns durante a gestação. Se não forem tratadas adequadamente, podem passar ao feto, induzindo nascimentos prematuros e de crianças com baixo peso1.

Como a mulher está em uma condição especial, o médico deve ser cuidadoso, pois a prescrição envolve dois indivíduos distintos, e o tratamento da mãe não pode prejudicar o bebê1.

Para isso, o profissional leva em conta a sensibilidade das bactérias, o local da infecção, a farmacocinética do antibiótico, as alterações fisiológicas que ocorrem na mulher nesse período, os possíveis efeitos colaterais no feto e, posteriormente, no recém-nascido. Depois, é estabelecida uma relação de risco-benefício, ou seja, se o benefício do antibiótico na gestante é maior do que o risco à criança1.

Categorias de segurança

Para auxiliar os médicos em suas prescrições, o Food and Drug Administration (FDA) divide os antibióticos em cinco categorias, a partir de estudos em humanos e animais1:
  • A – Remota possibilidade de dano ao feto, em estudo realizado em mulheres.
  • B – Sem riscos de malformação fetal em estudo de reprodução animal, porém não existem estudos controlados em mulheres.
  • C – Com efeitos adversos nos fetos, como malformações, em estudos com animais. Não há estudos em humanos.
  • D – Forte evidência de risco fetal, porém os benefícios na gestante podem superar o risco ao feto.
  • X – Forte evidência de risco fetal, superando qualquer benefício.
A prescrição pelo médico do melhor fármaco vai levar em consideração o potencial de risco ao feto e de sensibilidade bacteriana ao antibiótico escolhido. Só assim é possível promover um tratamento seguro e eficaz para a gestante com qualquer infecção1.

Antibiótico é coisa séria. Respeite sua receita.
 
REFERÊNCIA:

1. FERNANDO DE SÁ DEL FIOL et al. Terapêutica antimicrobiana durante a gestação. 2007. In: RBM rev. bras. med;64(3):111-119, mar. Disponível em: http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=3534. Acesso em: 11 ago. 2014.

BR/ANB/0052/14b

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